Dados apresentados na quinta-feira (13/05) revelam que 56,1% das pessoas que testaram positivo são assintomáticas
O prefeito da capital em exercício, Ricardo Nunes, apresentou, no dia (13/05) os estudos feitos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com o objetivo de embasar as estratégias de combate ao coronavírus na cidade de São Paulo. A quinta fase do Inquérito Sorológico 2021, realizado com adultos com 18 anos ou mais não vacinados da capital, entre os dias 26 e 29 de abril, identificou um aumento na prevalência de infecção de 33,5%, com maior incidência entre os indivíduos da faixa etária entre 18 e 34 anos residentes de áreas com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e baixo, que referiram contatos sem restrição.
“Estes estudos mostram que a vacinação na cidade de São Paulo foi uniforme, tanto pela questão territorial como também na questão da classe social”, disse o prefeito em exercício, Ricardo Nunes.
Capital ampliou rede de Saúde e já abriu 10 hospitais durante a pandemia do novo coronavírus
Situação da pandemia
Quanto aos novos casos confirmados e suspeitos registrados pelos sistemas ESUS-NOTIFICA e SIVEP-GRIPE, houve um aumento de casos após as festividades do final do ano e agora, em março, um possível aumento devido a variante P1, de Manaus.
“Agora nós temos uma estabilidade que está ainda em um patamar muito alto, que nos traz preocupação por ser superior ao pico da pandemia, em 2020. Portanto devemos continuar tendo cautela, seguindo as recomendações como o distanciamento social, uso da máscara, a higiene constante das mãos e a restrição do contato social”, alertou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.
Comparando os casos confirmados da contaminação pelo vírus nos picos de 2020 e 2021, a cidade de São Paulo já registrou neste ano o dobro de casos confirmados, o que condiz com o impacto na assistência hospitalar da cidade, quando o município acabou absorvendo inclusive pacientes da rede privada. Neste ano, 37,2% dos casos de síndrome respiratória confirmados para Covid-19 necessitaram de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e destes, 19,2% necessitaram de intubação. “São números altíssimos que temos em função da pressão no sistema hospitalar”, disse o secretário.
Faixa etária
Por faixa etária, a que apresenta maior prevalência é a de 18 a 34 anos (35,1%), seguida por 35 a 49 anos (28,7%) e 50 a 64 anos (28%). Devido à baixa proporção de indivíduos de 65 anos e mais, não foi calculada a estimativa de prevalência. Também há uma prevalência entre pretos e pardos (37,6%) do que entre brancos (29,6%).
Isolamento social
A prevalência é maior entre aqueles que não restringem contatos sociais (43,3%), entre aqueles que costumam encontrar amigos e pessoas no trabalho (30,2%) e aqueles que só tem contato com as pessoas que moram com eles (31,6%).
Os resultados corroboram com a necessidade de manutenção das medidas de distanciamento social uso de máscara, restrição de contato social.
Profissionais da Educação
O Censo Sorológico em profissionais da Educação da Rede Municipal de ensino apresentou resultado de 27% de prevalência de infecção para SarsCov2 entre aqueles não vacinados contra a Covid-19.
Foram liberados 56.890 testes, dos quais 41.552 apresentaram resultado não reagentes para Covid-19, enquanto 15.338 foram reagentes (27%).