"Neste momento, quatro meses depois do início desta pandemia, ainda não podemos dizer que a presença de anticorpos para o coronavírus significa que alguém está imune", alertou Van Kerkhove durante coletiva da OMS. "Não há nenhum estudo que relacione os anticorpos à imunidade."
A epidemiologista acrescentou, porém, que autoridades acreditam que aqueles que foram infectados terão "algum tipo de proteção adicional" contra a covid-19 em relação aos que não ficaram doentes. "O que não sabemos neste momento", explica, "é o quão forte essa proteção é, se ela existe em todas as pessoas que foram infectadas e por quanto tempo ela dura", disse Van Kerkhove.
Segundo a representante da OMS, estudos preliminares de diversos países sugerem que boa parte da população infectada ainda permanece suscetível ao vírus. Essa característica é importante porque significa, na prática, que ainda existem muitas pessoas que podem ficar doentes de novo.

